Mulher de 54 anos é espancada até a morte pelo companheiro em Costa Rica (MS)

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A violência doméstica fez mais uma vítima fatal em Mato Grosso do Sul. Fátima Alves de Matos, de 54 anos, foi morta a agressões físicas na madrugada desta sexta-feira (21), no bairro Vale do Amanhecer, em Costa Rica. O companheiro da vítima, também de 54 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar no local do crime. Este caso eleva para 23 o número de feminicídios registrados no estado apenas no ano de 2026.

De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo de Fátima foi encontrado por seu filho, caído sobre o sofá da residência e já sem apresentar reações. A vítima foi socorrida imediatamente e levada à Fundação Hospitalar de Costa Rica, mas deu entrada na unidade de saúde sem sinais vitais. O exame preliminar apontou que o corpo da mulher apresentava múltiplas marcas de espancamento, escoriações generalizadas e um corte profundo na região da testa. Vizinhos relataram à polícia ter ouvido uma discussão ríspida entre o casal e gritos de socorro durante a noite.

A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica do hospital logo após a constatação do óbito. Ao chegarem à residência do casal, que mantinha um relacionamento há cerca de sete meses, os policiais localizaram o suspeito. Questionado pelos agentes, o homem negou as agressões e apresentou contradições, chegando a afirmar que a companheira não estava em casa no momento do ocorrido. Diante das evidências físicas e dos depoimentos das testemunhas, ele recebeu voz de prisão.

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Costa Rica, onde foi registrado como feminicídio. O corpo de Fátima Alves de Matos foi transferido ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame necroscópico, que determinará formalmente a causa da morte. O suspeito permanece detido à disposição da Justiça.

O assassinato brutal de Fátima Alves de Matos, de 54 anos, espancada até a morte em Costa Rica (MS), não é um fato isolado. O crime engrossa uma estatística dolorosa: ela se tornou a 23ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul no ano de 2026. Trata-se de um estado que historicamente amarga a 4ª maior taxa desse crime no Brasil. Cada número dessa lista representa uma vida interrompida pelo machismo e pela brutalidade dentro do próprio lar.

O caso de Fátima segue um padrão cruel e conhecido. Vizinhos relataram gritos de socorro e discussões na noite do crime, mas o socorro médico só chegou quando ela já estava sem vida. Esse cenário reforça uma verdade urgente: a violência doméstica não é um problema privado. O silêncio e a omissão matam. Intervir, denunciar e acolher são atitudes essenciais para romper o ciclo de abusos antes que ele se torne fatal.

Para que nenhuma outra mulher tenha o mesmo fim, a informação e o acesso à rede de proteção são as principais armas:

  • Em caso de emergência (agressão em curso ou ameaça imediata): Ligue para a Polícia Militar (190).
  • Para orientações, apoio e denúncias anônimas: Ligue para a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) ou acione a Ouvidoria do MPMS pelo número 127.
  • Acolhimento técnico e psicossocial em Costa Rica: Procure o CREAS pelos telefones (67) 3247-7170 / 3247-7169 ou dirija-se à Delegacia de Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e solicitar Medidas Protetivas de Urgência.

A vida das mulheres depende do fim do silêncio. Denuncie. Proteja. Salve vidas.

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