O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de matar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, deixou a prisão na tarde de quinta-feira (20), em Campo Grande. O investigado havia sido preso preventivamente na última sexta-feira (14) por ordem da 2ª Vara do Tribunal do Júri, mas conseguiu a liberdade após a concessão de uma liminar em habeas corpus, decisão que provocou revolta e indignação na família da vítima.
A soltura ocorreu apenas três dias depois de a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) concluir o inquérito e indiciar o cardiologista por feminicídio. O crime aconteceu no dia 18 de maio em uma propriedade no bairro Chácara dos Poderes, onde o casal residia. Na ocasião, o próprio marido acionou as autoridades alegando que a mulher havia se matado com um tiro na cabeça.
A tese de tese de suicídio, no entanto, foi categoricamente descartada pelas investigações policiais. Laudos periciais do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal confirmaram que Fabíola foi assassinada. Enquanto a defesa do médico sustenta a inocência do acusado, os parentes da fisioterapeuta lamentaram a decisão judicial, destacando que respeitam o Judiciário, mas não concordam com a soltura do homem apontado pela polícia como autor de um crime brutal. O caso segue sob acompanhamento da Justiça.