Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário epidemiológico crítico com o avanço da chikungunya. De acordo com o último boletim da Secretaria de Estado de Saúde, o estado atingiu a marca de 10.041 casos confirmados da doença. Após uma estabilização após o surto do início do ano, as notificações suspeitas voltaram a acelerar, registrando uma alta de 66% na última semana em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, o território sul-mato-grossense já contabiliza 12.663 casos prováveis e 30 mortes confirmadas.
O município de Dourados desponta como o epicentro da doença no estado, concentrando mais de 5,1 mil casos prováveis e 18 dos 30 óbitos registrados. Outro dado que acende o alerta das autoridades médicas é o registro de 114 gestantes infectadas, grupo considerado de alto risco devido às chances de transmissão vertical para o bebê e complicações no parto. Além de Dourados, cidades como Sidrolândia, Amambai, Corumbá, Jardim e Douradina apresentam circulação ativa do vírus, com Sidrolândia acusando um pico recente de 74 notificações na primeira quinzena de agosto.
O panorama de 2026 aponta para uma inversão histórica no estado, onde os indicadores de chikungunya superaram amplamente os de dengue, que soma 4.667 casos prováveis e uma morte. Diante do avanço do mosquito Aedes aegypti, as autoridades reforçam a necessidade de eliminar criadouros de água parada e recomendam o uso de repelentes. A orientação principal para quem apresentar febre súbita e dores intensas nas articulações é procurar atendimento médico imediato e evitar a automedicação, que pode agravar o quadro clínico.