Senadora nega irregularidades, cobra acesso a documentos da CGU e afirma que recursos indicados para Mato Grosso do Sul seguem os trâmites previstos no Orçamento da União.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) adotou uma postura de enfrentamento institucional diante dos questionamentos envolvendo a destinação de recursos orçamentários para Mato Grosso do Sul. Em manifestação oficial, a parlamentar negou qualquer participação em irregularidades e defendeu que eventuais apontamentos dos órgãos de controle sejam analisados com transparência, acesso aos documentos e respeito ao direito de defesa.
O gabinete da senadora protocolou um ofício junto à Controladoria-Geral da União (CGU) solicitando acesso integral aos relatórios de fiscalização relacionados às supostas falhas técnicas na execução de R$ 15,4 milhões destinados a um instituto parceiro no Estado.
Segundo Soraya, até o momento não houve notificação formal da CGU sobre os apontamentos mencionados. Por isso, a parlamentar considera fundamental conhecer oficialmente o conteúdo da fiscalização antes de apresentar explicações ou adotar eventuais medidas corretivas.
A estratégia adotada pela senadora é transformar o episódio em uma oportunidade para reforçar um dos pilares que ela afirma defender no mandato: transparência na aplicação dos recursos públicos. Em seu posicionamento, Soraya sustenta que a indicação de emendas segue os procedimentos previstos na legislação e que a responsabilidade pela execução dos recursos também envolve os órgãos e instituições responsáveis pela aplicação das verbas.
No próprio canal institucional, a senadora mantém informações sobre recursos destinados aos municípios e afirma que cabe ao parlamentar, além de indicar verbas, acompanhar e fiscalizar sua aplicação.
Mais recursos para Mato Grosso do Sul
As discussões também ocorrem em meio ao anúncio de novos empenhos de emendas parlamentares de autoria de Soraya, que somam R$ 65,2 milhões. A equipe da senadora afirma que o empenho faz parte do processo regular de execução do Orçamento Geral da União e não representa, por si só, a liberação imediata dos recursos.
A explicação é que o empenho constitui uma etapa orçamentária e que a efetivação dos pagamentos depende da análise técnica e do cumprimento das exigências estabelecidas pelos ministérios responsáveis.
Para a senadora, o foco deve permanecer no resultado concreto que esses recursos podem produzir nos municípios sul-mato-grossenses, especialmente em áreas consideradas prioritárias, como saúde, infraestrutura e atendimento social.
A atuação de Soraya tem sido apresentada por seu mandato como uma agenda voltada à busca de recursos para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Em sua página institucional, a parlamentar afirma que trabalha para garantir investimentos no Estado e disponibiliza informações sobre a destinação das emendas.
Defesa do mandato
Ao reagir aos questionamentos, Soraya procura separar a prerrogativa parlamentar de indicar recursos das responsabilidades técnicas e administrativas de quem efetivamente executa os projetos.
A senadora também afirma estar à disposição dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários, desde que tenha acesso aos documentos oficiais e sejam assegurados o contraditório e o devido processo legal.
Com o posicionamento, a parlamentar tenta reafirmar uma imagem de atuação independente e de cobrança por transparência, ao mesmo tempo em que mantém a defesa de uma agenda de investimentos para Mato Grosso do Sul.
A mensagem política de Soraya é direta: em vez de recuar diante dos questionamentos, o mandato pretende abrir os documentos, esclarecer os fatos e continuar buscando recursos para os municípios do Estado.