O ciclone extratropical que atua sobre o Rio Grande do Sul e provoca chuvas intensas, ventos fortes e ressaca no litoral tem chamado a atenção de moradores de diversas regiões do país. Em Mato Grosso do Sul, no entanto, o fenômeno não deve atingir o Estado de forma direta.
Apesar da preocupação gerada pelo chamado “ciclone bomba” — termo utilizado quando há uma rápida intensificação de um ciclone extratropical — os meteorologistas explicam que o sistema permanece concentrado entre o Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico.
O que pode chegar a Mato Grosso do Sul são os efeitos indiretos da frente fria associada ao ciclone. A previsão indica mudança nas condições do tempo, com aumento da nebulosidade, possibilidade de pancadas de chuva e temporais isolados, especialmente nas regiões sul e sudoeste do Estado.
Além da instabilidade, a passagem da frente fria deve provocar queda nas temperaturas e intensificação dos ventos, com rajadas que podem variar entre 40 km/h e 60 km/h em diversas localidades. Em pontos isolados, as rajadas podem superar esses valores.
Os impactos mais severos, como chuvas volumosas, vendavais e ressaca, permanecem restritos ao Rio Grande do Sul e áreas próximas, onde o ciclone atua com maior intensidade.
A orientação é para que a população de Mato Grosso do Sul acompanhe os boletins meteorológicos e os alertas emitidos pelos órgãos oficiais, principalmente em municípios que poderão registrar temporais acompanhados de descargas elétricas e rajadas de vento ao longo dos próximos dias.