Jovem de 26 anos é morta a facadas em Rio Verde; vítima já havia denunciado companheiro por violência

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Nathália Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi assassinada a facadas na madrugada desta quinta-feira (6), no bairro Campo Alegre, em Rio Verde de Mato Grosso, a 210 quilômetros de Campo Grande. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, que está foragido.

De acordo com as informações preliminares, Nathália e o homem haviam reatado o relacionamento e moravam juntos na residência onde o crime aconteceu.

Na madrugada, o casal iniciou uma discussão nos fundos do imóvel. A briga se estendeu para a área externa da casa, onde a jovem foi atacada com golpes de faca.

A vítima foi atingida por cerca de cinco facadas nas costas, abaixo da nuca, e caiu na calçada em frente à residência, onde morreu antes da chegada do socorro.

Segundo a apuração, pelo menos duas crianças estavam na casa no momento do crime.

Após o assassinato, o suspeito fugiu em uma motocicleta. Conforme divulgado pela página Rio Verde News, ele ainda teria telefonado para familiares, afirmando que havia feito uma “cagada”, desligando o telefone em seguida.

Vítima já havia denunciado o companheiro

A investigação aponta que Nathália já havia registrado dois boletins de ocorrência por violência doméstica contra o companheiro, apontado agora como principal suspeito do feminicídio.

As denúncias haviam sido formalizadas antes da retomada do relacionamento entre o casal, circunstância que também será analisada pela Polícia Civil durante a investigação.

Equipes das polícias Civil e Militar estiveram no local para realizar os primeiros levantamentos e iniciaram diligências para localizar o autor do crime, que continua foragido.

O corpo de Nathália foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Coxim para a realização dos exames de necropsia.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do homicídio e apura se o caso será oficialmente tipificado como feminicídio.

Feminicídios seguem em alta no Estado

O assassinato de Nathália reforça o cenário de violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul, que já registra um número elevado de feminicídios em 2026. O caso também reacende o debate sobre a proteção de mulheres que já denunciaram episódios de violência doméstica e, mesmo assim, acabam se tornando vítimas de seus agressores.

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