Senadora afirma que impasse com o Progressistas ainda pode ser superado antes da oficialização da candidatura à Presidência.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que ainda mantém a expectativa de integrar a chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), apesar da resistência manifestada pela direção nacional do Progressistas (PP). Segundo a parlamentar, as negociações seguem em andamento e ainda há prazo para uma definição.
“Até a hora final tem espaço”, declarou Tereza Cristina ao comentar a possibilidade de ser escolhida como candidata a vice-presidente nas eleições de outubro.
A declaração ocorre em meio ao impasse entre o PL e o PP. Embora aliados de Flávio Bolsonaro defendam o nome da senadora sul-mato-grossense para compor a chapa majoritária, integrantes da cúpula nacional do PP têm demonstrado resistência à aliança.
Do ponto de vista jurídico, a composição da chapa ainda pode sofrer alterações. Pela legislação eleitoral, a indicação do candidato a vice-presidente pode ser feita até o registro oficial da candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prazo previsto para o mês de agosto. Até essa data, partidos e federações ainda podem negociar a formação das chapas.
Caso o PP mantenha o veto, porém, a situação se torna mais complexa. Especialistas apontam que a principal barreira é política, e não jurídica. Como o prazo de filiação partidária para disputar as eleições já foi encerrado, Tereza Cristina não poderia deixar o PP para integrar a chapa por outra legenda.
Além disso, a autonomia dos partidos para definir seus candidatos é garantida pela legislação eleitoral. Assim, eventual contestação judicial teria poucas chances de prosperar, salvo em situações de descumprimento das normas internas da sigla.
Na prática, a única possibilidade para que a senadora seja confirmada como vice de Flávio Bolsonaro depende de uma mudança de posição da direção nacional do Progressistas ou de um acordo político entre as lideranças do PP e do PL antes da formalização da chapa no TSE.
Enquanto as negociações continuam, Tereza Cristina mantém o discurso de que a definição ainda está em aberto e acredita que o cenário pode mudar até o encerramento do prazo legal para registro das candidaturas.