Advogado afirma que Neno Razuk retornava para cumprir mandado de prisão

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A defesa do ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) divulgou nota nesta segunda-feira (3) afirmando que o político retornava da Bolívia para se apresentar espontaneamente à Justiça quando foi preso na fronteira e entregue à Polícia Federal.

Representado pelo advogado Ricardo Pereira, Razuk sustenta que ingressou em território boliviano no dia 1º de julho de 2026, antes da expedição do mandado de prisão decretado pela Justiça Eleitoral.

Segundo a defesa, o ex-parlamentar somente tomou conhecimento da ordem de prisão por meio das notícias divulgadas pela imprensa e optou por aguardar o julgamento dos recursos ainda pendentes no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que poderiam reverter a decisão que resultou na perda de seu mandato parlamentar e, consequentemente, na decretação da prisão.

Conforme a nota, após o julgamento desfavorável dos recursos e o indeferimento do pedido liminar em habeas corpus, Neno Razuk decidiu cumprir voluntariamente a determinação judicial.

O advogado afirma que comunicou oficialmente à Justiça a intenção de apresentação espontânea do ex-deputado e solicitou ao juízo competente a definição das condições para o cumprimento da ordem, pedido que, segundo ele, foi deferido.

No entanto, antes que Razuk pudesse retornar ao Brasil, a defesa afirma que veículos de comunicação passaram a divulgar a informação de que ele se entregaria às autoridades.

“Antes de reingressar em território nacional, contudo, Roberto Razuk Filho foi abordado por autoridades estrangeiras, que procederam à sua entrega à Polícia Federal, impossibilitando que a apresentação voluntária ocorresse nos moldes previamente requeridos e autorizados pelo Poder Judiciário”, diz trecho da nota assinada pelo advogado Ricardo Pereira.

A defesa informou ainda que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para tentar revogar a prisão preventiva. Segundo o advogado, não estariam presentes os requisitos que justificam a manutenção da medida cautelar, especialmente pela ausência de contemporaneidade dos fatos que fundamentaram a decisão.

Além disso, a defesa afirma que buscará o restabelecimento da liberdade do ex-deputado durante o andamento do processo, sem prejuízo da apresentação dos argumentos em favor de sua inocência no curso da ação judicial.

Neno Razuk foi preso no domingo (2), após ser abordado por autoridades na fronteira entre a Bolívia e o Brasil, sendo posteriormente entregue à Polícia Federal para cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça Eleitoral.

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