Saída de Hashioka reduz chances do Republicanos conquistar duas vagas na Câmara dos Deputados

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O deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) desistiu de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. A informação foi confirmada após o parlamentar comunicar sua decisão ao governador Eduardo Riedel (PP), encerrando as especulações sobre sua permanência na corrida eleitoral.

Hashioka havia anunciado anteriormente que não concorreria à reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), optando por disputar uma cadeira na Câmara Federal. A estratégia abriria espaço para que sua esposa, a ex-deputada estadual Dione Hashioka, tentasse retornar ao Legislativo estadual.

Para viabilizar o projeto político, o deputado deixou o União Brasil e se filiou ao Republicanos. Nos últimos dias, no entanto, já havia sinalizado a interlocutores a possibilidade de desistir da candidatura.

A decisão altera o planejamento eleitoral do Republicanos, que trabalha para ampliar sua representação em Brasília. Atualmente, a legenda tem como principais nomes na disputa o deputado federal Beto Pereira, os vereadores Isa Marcondes e Neto Santos, além do ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.

Saída reduz potencial eleitoral da chapa

A desistência de Roberto Hashioka é considerada um revés para a estratégia do Republicanos porque o deputado é um dos políticos com maior densidade eleitoral no interior do Estado, especialmente na região de Nova Andradina, onde construiu sua trajetória política como prefeito e deputado estadual.

Nas eleições proporcionais, os votos obtidos por todos os candidatos de um mesmo partido ou federação são somados para definir quantas cadeiras a legenda terá direito na Câmara dos Deputados. Depois disso, as vagas conquistadas são distribuídas entre os candidatos mais votados da chapa.

Com a saída de um candidato de forte votação, o Republicanos perde um importante volume de votos para o chamado quociente eleitoral, reduzindo as chances de alcançar a meta de eleger dois deputados federais. A expectativa da legenda era ultrapassar a marca de 250 mil votos no Estado, desempenho considerado suficiente para disputar uma segunda cadeira em Brasília.

Sem Hashioka, a tendência é que os demais candidatos precisem ampliar significativamente suas votações individuais para compensar essa perda e manter vivo o projeto de ampliar a bancada federal do partido.

O Republicanos passou a ter maior protagonismo na disputa pela Câmara após a filiação do deputado federal Beto Pereira, que ingressou na legenda durante a janela partidária e assumiu a presidência estadual da sigla. A expectativa era fortalecer a chapa com nomes de expressão regional, estratégia que perde força com a desistência de Hashioka.

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