O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar possíveis problemas no fornecimento de materiais médicos na rede pública de saúde de Campo Grande.
A investigação quer descobrir se pacientes do SUS estão enfrentando falta de materiais básicos usados principalmente em atendimentos feitos em casa, como curativos e tratamentos contínuos.
O caso está sendo acompanhado pela 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e começou após a denúncia envolvendo uma idosa acamada, que sofre com úlcera venosa crônica e estaria tendo dificuldades para conseguir itens essenciais para os curativos.
Durante as primeiras apurações, surgiram relatos de falta frequente de materiais como gaze, ataduras e fitas hospitalares, além da dificuldade para retirada de medicamentos fornecidos pela rede municipal de saúde.
Apesar da denúncia inicial envolver apenas uma paciente, o Ministério Público identificou que o problema pode atingir outras pessoas atendidas pelo Programa de Dispensação de Insumos Médico-Hospitalares para Uso em Domicílio (PDIMH), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
Com a abertura do inquérito civil, o MPMS vai investigar como está funcionando a distribuição desses materiais e se a prefeitura está garantindo o atendimento adequado aos pacientes da rede pública.
O órgão também quer saber se o município está cumprindo os princípios básicos do SUS, como atendimento contínuo, acesso universal e assistência integral à população.
Enquanto a investigação segue, o Ministério Público informou que acompanha o caso da paciente que fez a denúncia. Os familiares estão sendo orientados sobre as medidas necessárias para garantir o atendimento imediato e o fornecimento dos materiais usados no tratamento.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.