A cidade de Campo Grande se prepara para sediar, entre os dias 23 e 29 de março, a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, um dos principais encontros globais voltados à preservação da fauna silvestre. O evento reunirá representantes de mais de 130 países, além de cientistas, autoridades ambientais, povos indígenas e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de proteção da biodiversidade mundial.
A conferência faz parte da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, tratado internacional ligado à Organização das Nações Unidas que busca proteger animais que atravessam fronteiras durante seus ciclos de migração. O encontro ocorre periodicamente e reúne os países signatários para avaliar políticas de conservação e firmar novos compromissos ambientais.
Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a conferência, considerada o maior evento global dedicado à proteção de espécies migratórias. A escolha de Campo Grande também está relacionada à proximidade com o Pantanal, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta e fundamental para diversas rotas migratórias de animais.
Durante a semana de debates, delegações internacionais devem discutir medidas para enfrentar ameaças que afetam esses animais, como a perda de habitat, a poluição, a caça ilegal e os impactos das mudanças climáticas. Atualmente, a convenção monitora mais de mil espécies migratórias, incluindo aves, mamíferos, peixes e répteis que dependem de diferentes países para completar seus ciclos de vida.
A expectativa é que o evento reúna milhares de participantes e transforme a capital sul-mato-grossense em um centro de discussões ambientais. Parte da programação será realizada em diferentes pontos da cidade, incluindo espaços voltados a debates científicos, eventos paralelos e atividades abertas ao público.
Além de fortalecer a cooperação internacional na preservação da fauna, a conferência também deve colocar o Pantanal e a biodiversidade brasileira em evidência no cenário ambiental global.