O primeiro ciclone extratropical de 2026 deve começar a se formar nesta sexta-feira (9), ganhando força e se consolidando no sábado (10). O fenômeno climático promete alterar severamente as condições meteorológicas em cinco estados brasileiros, com previsões de ventos que podem superar os 100 km/h e chuvas volumosas.
De acordo com as projeções da Meteored e do Canal Rural, as áreas mais atingidas serão os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O sistema deve provocar tempestades já na manhã de sexta-feira, com o ápice das rajadas de vento esperado entre as tardes de sábado e domingo (11).
O volume de chuva pode atingir a marca de 100 mm na maioria dos estados afetados. A exceção é São Paulo, onde os acumulados previstos giram em torno de 50 mm. Há um alerta rigoroso para o risco de alagamentos, quedas de árvores e danos em infraestruturas rurais e urbanas devido à intensidade das frentes de vento.
Enquanto o Sul e parte do Sudeste lidam com o ciclone, outras regiões apresentam dinâmicas distintas. No Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuvas no Amapá. Já no Nordeste, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) deve inibir a precipitação em grande parte do leste da região.
No Rio Grande do Sul, o tempo deve começar a estabilizar no domingo, à medida que o ciclone se desloca em direção ao Oceano Atlântico. Contudo, nos demais estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a instabilidade e o tempo severo podem persistir ao longo da próxima semana.
Mato Grosso do Sul deve ser o estado do Centro-Oeste mais impactado pela formação do primeiro ciclone extratropical de 2026. A proximidade geográfica com a região Sul, onde o sistema se origina, coloca o território sul-mato-grossense na rota direta das instabilidades que começam a ganhar força a partir de sexta-feira (9).
As previsões meteorológicas indicam que as regiões sul e sudoeste do estado serão as primeiras a sentir os efeitos do fenômeno. Cidades como Ponta Porã, Dourados e Porto Murtinho podem registrar acumulados significativos de chuva, com potencial para atingir até 100 mm ao longo do fim de semana. Há também o alerta para rajadas de vento que, embora possam ser menos intensas que no litoral gaúcho, ainda oferecem riscos de quedas de árvores e danos em coberturas.
Em Campo Grande e no centro-leste do estado, a influência do ciclone deve se manifestar na forma de pancadas de chuva típicas de verão, mas com maior volume e intensidade. Nessas áreas, os acumulados devem girar entre 30 mm e 40 mm, o que ajuda na manutenção da umidade do solo, mas exige atenção dos motoristas devido à possibilidade de alagamentos pontuais em vias urbanas.
O sistema começa a se consolidar no sábado (10), e a instabilidade deve persistir até o início da próxima semana. As autoridades de monitoramento climático recomendam que a população evite áreas abertas e não se abrigue debaixo de árvores durante as tempestades, reforçando o cuidado com a rede elétrica e possíveis descargas atmosféricas que costumam acompanhar esses sistemas frontais.