Técnico usa senha de cliente e furta R$ 30 mil para apostar no “jogo do tigrinho”

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Uma professora de 35 anos teve um prejuízo de R$ 30,5 mil após confiar seu celular a um técnico de 29 anos para um conserto em Batayporã. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil durante o feriado de Natal. A vítima entregou o aparelho para a troca da tela e forneceu a senha de desbloqueio ao homem, que já era seu conhecido e possuía experiência em lojas do ramo. O crime ocorreu porque a combinação numérica da tela era a mesma utilizada para acessar o aplicativo do Banco do Brasil.

A fraude foi descoberta quando a professora tentou utilizar seu cartão de débito e a transação foi recusada por falta de saldo. Ao conferir o extrato bancário, ela identificou diversas transferências e pagamentos não autorizados. As movimentações financeiras começaram no dia 23 de dezembro, incluindo um Pix de R$ 2 mil destinado a uma plataforma de apostas. Ao ser confrontado pela vítima, o suspeito confessou o crime e justificou que o dinheiro foi usado em cassinos on-line, especificamente no “jogo do tigrinho”, devido ao seu vício em jogos digitais.

O técnico foi indiciado por furto qualificado com abuso de confiança, crime que ocorre quando o autor utiliza a relação de proximidade para facilitar a subtração de bens. A legislação prevê pena de dois a oito anos de reclusão para esse tipo de delito.

Este não é um caso isolado na região. Em março deste ano, a Polícia Civil de Brasilândia indiciou uma jovem de 25 anos por desviar R$ 55 mil de sua avó, de 67 anos. Aproveitando-se do desconhecimento da idosa sobre ferramentas digitais, a neta instalou o aplicativo bancário em seu próprio celular e realizou as transferências. Do montante subtraído, R$ 30 mil também foram gastos em apostas virtuais. A jovem responderá por estelionato e apropriação de rendimentos de pessoa idosa, conforme o Estatuto do Idoso.

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