Laudo descarta abuso contra menina de 7 anos e suspeito é liberado em Caarapó

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul revisou o caso de suposto estupro de vulnerável em Caarapó e agora trabalha com a hipótese de que o crime não ocorreu. A investigação sobre o desaparecimento de uma menina de 7 anos, que possui diagnóstico de autismo, aponta que a criança pode ter sido induzida por familiares a relatar um abuso que não foi confirmado pelas provas coletadas. Inicialmente, a mãe informou que a filha desapareceu enquanto brincava e foi encontrada por um vizinho em uma área de mata.

O relato inicial da criança levou à abordagem de um homem de 26 anos, que chegou a ser reconhecido por foto e levado para averiguação. No entanto, o delegado Ciro Carlos Jales Carvalho explicou que novas oitivas com testemunhas que estavam próximas ao local apresentaram versões conflitantes com as primeiras informações. Segundo a autoridade policial, questionamentos insistentes feitos pela família podem ter levado a menina a erro no relato do suposto abuso.

Diante das novas evidências, o suspeito foi liberado. A polícia verificou que o homem possuía um álibi confirmado e estava em outra região da cidade no momento do ocorrido. Além disso, laudos periciais oficiais descartaram qualquer vestígio de abuso ou ato libidinoso. O delegado ressaltou que, embora o caso siga em apuração, todos os elementos reunidos até agora convergem para a inexistência de crime.

A autoridade policial também alertou sobre os riscos da divulgação precipitada de nomes e crimes. Ele destacou que, embora a mobilização tenha ajudado a localizar a criança desaparecida, a confirmação de atos criminosos e de autoria é uma competência exclusiva da Polícia Civil e do Judiciário, fundamentada em provas técnicas e depoimentos consistentes.

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