A Polícia Federal deflagrou a Operação Hangar Fantasma para desarticular uma organização criminosa especializada no transporte aéreo de entorpecentes e na lavagem de dinheiro. A ofensiva ocorre simultaneamente em Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná e no Distrito Federal, com o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva, sete prisões temporárias e 31 mandados de busca e apreensão.
A investigação, que conta com o apoio do Gaeco do Ministério Público da Paraíba e da Polícia Militar, resultou no bloqueio judicial de R$ 4,8 bilhões das contas dos envolvidos. Além do congelamento financeiro, a Justiça determinou o sequestro de aeronaves e veículos de luxo pertencentes ao grupo. De acordo com a PF, a organização era coordenada por lideranças presas em unidades penais da Paraíba.
O esquema consistia na aquisição de aviões para realizar o transporte de grandes carregamentos de drogas das regiões Norte e Centro-Oeste com destino ao Nordeste brasileiro. O grupo já havia sido vinculado anteriormente a uma apreensão de aproximadamente uma tonelada de entorpecentes. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, os criminosos utilizavam empresas de fachada e nomes de terceiros, conhecidos como laranjas. Os alvos da operação respondem pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.