Prefeitura de Miranda faz sindicância para apurar possível envolvimento de servidor em esquema de corrupção

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A Prefeitura de Miranda instaurou uma sindicância administrativa para investigar contratos e um servidor público citados na Operação Copertura, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) no dia 1º de outubro.

A operação é conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e apura supostas fraudes em processos licitatórios e contratações no município entre 2020 e 2024. O procedimento interno, assinado pelo prefeito Fábio Florença (PSDB), foi publicado na edição desta segunda-feira (27) do Diário da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e terá prazo de 30 dias para conclusão.

A decisão ocorre após o cumprimento de mandados judiciais que investigam crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados.

O documento cita um servidor público de Iguatemi, atualmente cedido para Miranda, mas afirma que ele não será afastado preventivamente, já que desde abril de 2025 não exerce funções ligadas a licitações. Caso a sindicância comprove irregularidades, o funcionário será devolvido à administração de origem.

Segundo o MPMS, a investigação constatou a existência de um grupo que atuava de forma sistemática na manipulação de licitações no município desde 2020, com empresários que apresentavam propostas de “cobertura” e o envolvimento de agentes públicos. Algumas das empresas investigadas não possuíam sede física nem funcionários registrados, mas venceram concorrências para fornecimento de diversos produtos, como materiais de construção, gêneros alimentícios, produtos de limpeza, informática e kits escolares.

A auditoria técnica instaurada pela prefeitura deverá avaliar a execução física e financeira dos contratos e verificar eventuais danos ao erário. A Operação Copertura cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Miranda, Campo Grande e Sidrolândia.

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