A audiência pública realizada na Câmara Municipal de Vereadores de Corumbá para discutir o alto custo das passagens da empresa Andorinha foi marcada por uma ausência significativa: a da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS). A falta do órgão, que é o responsável por regular as tarifas do transporte intermunicipal, frustrou o público e os organizadores do debate.
A audiência foi uma iniciativa do vereador Chicão Vianna, que, ao tomar conhecimento da ausência da AGEMS, decidiu marcar um novo encontro. A agência justificou sua ausência por “conflitos de agenda” e “curto prazo de tempo”, o que impossibilitou um desfecho imediato para o problema.
O vereador Chicão Vianna anunciou que a Câmara Municipal entrará em contato com a AGEMS para agendar uma segunda audiência em até 45 dias. “É muito importante a presença de vocês, mas sem a AGEMS não seria possível obter os resultados esperados. Por isso, faremos em duas etapas”, explicou o parlamentar, dirigindo-se aos representantes da Andorinha.
Durante o debate, Chicão defendeu a entrada de mais empresas no trecho Corumbá-Campo Grande, um dos mais caros do Brasil. Ele lembrou que a concorrência no passado, com a chegada de empresas como a Seriema e a Buser, resultou em passagens promocionais. Ele lamentou que essas empresas tenham sido retiradas do mercado por causa de fiscalizações intensas. O presidente da Câmara, Bira Canhete, sugeriu a criação de uma tarifa social para a população pantaneira.
Andorinha Afirma Não Ter Monopólio da Rota
Representando a empresa, o assessor de comunicação Mário Henrique Neerger detalhou o trabalho da Andorinha na região e destacou que a empresa não opera sozinha no trecho. Ele afirmou que outras duas companhias, Expresso Mato Grosso e Expresso Pantanal, além de uma van, também atuam na rota. Neerger também listou os benefícios e gratuidades oferecidos pela empresa, como passagens para idosos, pessoas com deficiência e policiais.