Em um caso que evidencia a coragem e o uso de uma tática de denúncia já divulgada, uma mulher de 25 anos ligou para o 190 da Polícia Militar e pediu uma “dipirona” para denunciar discretamente um caso de violência doméstica nesta quarta-feira (12). A estratégia, já utilizada com sucesso por outra vítima na capital, permitiu que a PM identificasse o pedido de socorro de forma velada.
Ao atender a ligação, o policial notou que o pedido por um medicamento era um código. Ele então perguntou se a mulher estava sofrendo agressões, ao que ela confirmou. Com o endereço em mãos, uma equipe foi enviada imediatamente ao local.
No local, a mulher relatou que o companheiro, de quem não foi divulgada a idade, a agrediu jogando comida nela, empurrando-a e fazendo ameaças de morte. O agressor estava na residência e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil sem oferecer resistência.
Na delegacia, o homem confirmou que arremessou uma panela contra a vítima, mas negou ter acertado ou feito ameaças. O caso foi registrado como vias de fato (violência doméstica) e ameaça com agravante em caso de vítima mulher.
A mulher solicitou medidas protetivas de urgência e foi orientada a procurar a Defensoria Pública e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) para obter acompanhamento jurídico e psicossocial. O caso ressalta a importância da Polícia Militar estar atenta a esses tipos de pedidos disfarçados, que podem ser a única chance de uma vítima pedir ajuda.