Apesar de enfrentar uma grave crise financeira e ter imposto um decreto de contenção de despesas, a prefeitura de Campo Grande, sob a gestão de Adriane Lopes (PP), excluiu sete obras de escolas de educação infantil do programa federal “Pacto pela Retomada de Obras”. A decisão significa que essas unidades não receberão recursos federais para sua conclusão.
Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, a capital sul-mato-grossense é a que mais desvinculou obras do programa em todo o estado. Outras 38 obras em 20 cidades de Mato Grosso do Sul também foram retiradas, mas nenhuma em quantidade tão alta quanto em Campo Grande. Cidades como Miranda, Coxim e Bela Vista aparecem em seguida, com quatro obras excluídas cada uma.
A Secretaria Municipal de Educação confirmou a exclusão, classificando-a como uma “repactuação”. De acordo com o texto, a prefeita Adriane Lopes teria optado por concluir com “recursos próprios” as escolas dos bairros Anache, Popular, São Conrado e Oliveira 3.
A atitude da prefeita de rejeitar a ajuda do governo federal para concluir as obras contrasta fortemente com a situação econômica do município. Desde março, um decreto de contenção de despesas está em vigor, suspendo pagamentos de adicionais e gratificações aos servidores. O texto também destaca que os funcionários públicos de Campo Grande estão há três anos sem reajuste salarial ou reposição da inflação, e a previsão é que fiquem mais dois anos nessas condições.
A decisão de Adriane Lopes de assumir a conclusão das obras com dinheiro municipal, enquanto servidores enfrentam salários defasados e a população lida com a falta de serviços essenciais como médicos e remédios em postos de saúde, levanta questionamentos sobre as prioridades da administração em meio à crise.