MPF recorre ao TSE contra absolvição de Adriane Lopes por compra de votos nas eleições de 2024

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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso contra a decisão da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul que absolveu a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e sua vice, Camila Nascimento, da acusação de compra de votos nas eleições de 2024. O caso agora será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderá cassar a chapa eleita e determinar a realização de novas eleições no município.

A Justiça Eleitoral de MS reconheceu indícios “contundentes” de compra de votos, mas entendeu que não havia provas de que Adriane e Camila tinham conhecimento ou anuência sobre os atos ilícitos, o que levou à manutenção da chapa. No entanto, o procurador regional eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani, contesta a decisão, argumentando que a participação de pessoas próximas ou diretamente ligadas à prefeita na prática criminosa sugere que elas teriam ordenado os pagamentos em troca de votos. O recurso ao TSE cita transferências bancárias para contas de eleitores e depoimentos que reforçam as acusações.

Mantovani também se baseia no posicionamento de dois juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), que votaram contra Adriane. Os outros cinco magistrados, porém, consideraram insuficientes as evidências de envolvimento direto da prefeita e da vice na captação ilícita de sufrágio.

O recurso será encaminhado ao TSE, onde um relator será designado para conduzir os trâmites e marcar a sessão de julgamento, prevista para ocorrer nos próximos meses. Por se tratar de uma Corte Superior, as possibilidades de novos recursos são limitadas. Caso a chapa seja cassada, novas eleições serão convocadas em Campo Grande, geralmente no prazo de 90 dias após a decisão, uma vez que Adriane está em seu segundo mandato.

A assessoria de Adriane Lopes não se manifestou até o fechamento desta matéria. O desfecho do caso no TSE será decisivo para o futuro político da prefeita e da administração municipal.

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