Na manhã desta terça-feira (28/01), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deu início à “Operação Ad Blocker”, cumprindo mandados de busca e apreensão nas cidades de Aquidauana e Campo Grande. A ação investiga indícios de fraudes em processos licitatórios e contratos publicitários envolvendo agentes políticos, servidores públicos da Câmara Municipal de Aquidauana e empresários do ramo de publicidade.
De acordo com as investigações, a Câmara de Vereadores de Aquidauana pagou valores milionários nos últimos três anos por serviços publicitários que, na prática, apresentam indícios de irregularidades. Entre as suspeitas, estão a contratação de serviços sem a devida comprovação de execução e o uso de recursos públicos para beneficiar interesses particulares de agentes públicos.
O nome da operação, “Ad Blocker”, que em português significa “bloqueador de anúncios”, faz referência ao objetivo de barrar práticas ilícitas relacionadas a contratos de publicidade. A investigação aponta que os supostos serviços contratados podem não ter sido realizados ou foram superfaturados, caracterizando desvio de recursos públicos.
A operação contou com a participação de agentes do GAECO, que cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas duas cidades. O objetivo é coletar documentos, dispositivos eletrônicos e outras provas que possam corroborar as suspeitas de fraude e enriquecimento ilícito.
As investigações indicam a participação de vereadores, servidores públicos da Câmara de Aquidauana e empresários do setor publicitário em um esquema que teria desviado recursos públicos por meio de contratos fraudulentos. A operação busca identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los pelos crimes de fraude em licitação, formação de organização criminosa e corrupção.
O MPMS reforça que a operação está em andamento e que novos desdobramentos podem surgir à medida que as provas forem analisadas. O objetivo é garantir a transparência e a responsabilização dos envolvidos, além de recuperar possíveis prejuízos causados ao erário público.
A “Operação Ad Blocker” é mais uma ação do MPMS no combate à corrupção e ao crime organizado, reforçando o compromisso da instituição com a defesa do patrimônio público e a integridade das licitações e contratos no Estado.