A definição do novo valor da passagem de ônibus em Campo Grande segue sendo uma novela com muitos capítulos. Enquanto milhares de passageiros aguardam ansiosamente por uma definição, a troca de comando na Agereg, órgão responsável por definir as tarifas, adiciona mais um elemento de incerteza ao processo.
O ex-vereador Odilon Júnior deu lugar ao administrador José Mario Antunes na direção da Agereg. A mudança ocorre em um momento crucial, já que o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação do transporte público na capital, apresentou um pedido de reajuste na tarifa.
A empresa alega que os custos operacionais, como o aumento do preço do diesel e os reajustes salariais, justificam um novo valor para a passagem. No entanto, um levantamento do Jornal Midiamax revelou divergências entre os dados apresentados pelo consórcio e os dados oficiais da ANP.
Além disso, um laudo pericial determinado pela Justiça apontou que o Consórcio Guaicurus lucra milhões com a exploração do serviço de transporte público em Campo Grande, enquanto a qualidade do serviço oferecido deixa muito a desejar.
O que está em jogo?
A disputa pelo valor da tarifa envolve diversos atores:
- Agereg: Órgão responsável por regulamentar o serviço de transporte público e definir o valor da tarifa.
- Consórcio Guaicurus: Empresa responsável pela operação do transporte público em Campo Grande.
- Passageiros: Usuários do transporte público que arcam com o custo da tarifa.
- Poder Público: Prefeitura de Campo Grande, responsável por garantir a qualidade do serviço e defender os interesses dos cidadãos.
O novo diretor da Agereg terá a missão de analisar os dados apresentados pelo consórcio, realizar estudos técnicos e tomar uma decisão sobre o valor da tarifa. No entanto, o processo pode ser longo e envolver diversas negociações.
Enquanto isso, os passageiros continuam sofrendo com a incerteza e com a qualidade do serviço oferecido. A superlotação dos ônibus, os atrasos e a falta de manutenção dos veículos são apenas alguns dos problemas enfrentados pelos usuários do transporte público em Campo Grande.
A reportagem tentou contato com a prefeitura e com o novo diretor da Agereg para obter mais informações sobre o processo de reajuste, mas não obteve retorno. O Consórcio Guaicurus, por sua vez, insiste na necessidade de um reajuste significativo na tarifa, alegando que os custos operacionais estão inviabilizando o serviço.