O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a “Operação Pretense” em Coronel Sapucaia. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão, inclusive na Prefeitura Municipal de Coronel Sapucaia e outros locais ligados às empresas investigadas.
A investigação conduzida pelo GAECO aponta indícios de crimes de fraude em processos licitatórios e nos contratos deles decorrentes. O esquema envolveria um grupo de empresas pertencentes a uma mesma família, sediada em Coronel Sapucaia.
O nome da operação, “Pretense”, que significa “falsa aparência” em inglês, faz alusão à qualidade dos serviços prestados pelas empresas investigadas. Segundo as apurações, as obras realizadas apresentavam baixa qualidade e utilizavam materiais reaproveitados, configurando uma tentativa de mascarar o desvio de recursos públicos.
O MPMS optou por não divulgar os nomes dos envolvidos até o momento, para não prejudicar o andamento das investigações. No entanto, a denúncia revela um fato grave: uma das empresas contratadas para uma obra milionária no hospital municipal não possuía sede física, patrimônio ou funcionários, levantando fortes suspeitas sobre a lisura do processo de contratação.