Moradores do Bairro Jardim Jerusalém, em Campo Grande, lutam contra formação de favela em área de mata

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Há uma luta em curso desde agosto do ano passado por parte dos moradores do Bairro Jardim Jerusalém, em Campo Grande, para evitar a formação de uma favela na área. A comunidade tem enfrentado o desafio de barracos que são montados e remontados em uma área de mata, localizada aproximadamente a 500 metros do asfalto da Rua Aragonita, de acordo com matéria publicada nesta quarta-feira (14), no Campo Grande News.

Assistentes sociais e guardas municipais têm visitado o local em diversas ocasiões para desocupar as famílias e demolir as construções precárias. No entanto, como relata Juliane Rosa, vice-presidente da Associação de Moradores do Jardim Jerusalém, “no dia seguinte, está tudo erguido novamente”.

Juliane tem sido a principal voz a acompanhar essa situação e outras questões do bairro, especialmente porque o atual presidente está prestes a deixar o cargo. Ela suspeita que a instalação dos barracos esteja ligada ao aumento da criminalidade na região e já solicitou providências à Prefeitura de Campo Grande, responsável pelo terreno ocupado.

O Jardim Jerusalém, um bairro novo próximo à Lagoa Itatiaia, é composto principalmente por residências de médio e alto padrão. Criado em 2016, após a doação de uma área por uma construtora à prefeitura, ainda existem terrenos baldios na região, cobertos por mato alto, aumentando as preocupações dos moradores.

Gabriel Aiza, gerente de projetos e morador do bairro, reclama da negligência do poder público, destacando episódios de assaltos frequentes e incêndios criminosos nos terrenos abandonados. Ele menciona outra área invadida no bairro, chamada de Kanga Rosa, que, segundo ele, possui até rede elétrica instalada.

Gabriel e Juliane suspeitam que a invasão da área tenha sido planejada com o intuito de lucrar com a venda dos barracos quando a área for regularizada pela prefeitura, daqui a alguns anos. Eles relatam que os invasores saem dos barracos à noite para recolher materiais para venda, mas acabam sendo vítimas de furtos, como ocorreu com um botijão de gás.

Gabriel Aiza reclama que há esquecimento do poder público. “Está abandonado pela prefeitura. Diversas vezes fomos assaltados. Fora isso, volta e meia ateiam fogo nos terrenos”.

Enquanto isso, há apenas uma habitação improvisada com lona e placas de MDF no local, onde reside um casal que vive com HIV e enfrenta problemas de saúde, incluindo tuberculose e infecção fúngica no pulmão. Eles optaram por viver isolados devido a essas condições de saúde.

A prefeitura ainda não se pronunciou sobre a situação.

Fonte Site Campo Grande News

Imagem Campo Grande News

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